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Que planta?

IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE PLANTAS?


A identificação de plantas é muitas vezes difícil para pessoas não treinadas em taxonomia vegetal. Existem no Brasil diversas instituições com herbários e taxonomistas especializados em determinado tipo de plantas.

Em alguns casos é possível enviar material para identificação, mas regras muito firmes devem ser seguidas.

Em todos os casos é necessário um contato prévio com o/a especialista, paracombinar as condições para a coleta, o preparo, a embalagem e a forma de envio do material.
Seguem os nomes e endereços de instituições e de especialistas que aceitam receber material para identificação:
  • Dra. MITZI BRANDÃO, botânica-Taxonomista, com larga experência no Herbário da EPAMIG, hoje aposentada, dispõe-se a identificar plantas daninhas de qualquer região do Brasil, mediante um pagamento de R$ 20,00 por identificação. Os interessados queiram combinar previamente os detalhes para a coleta e remessa do material, pelo telefone (0xx31) 3442-9947. 
  • INSTITUTO DE BOTÂNICA - São Paulo
    Aceita plantas para identificação. Em princípio tem condições de identificar qualquer planta de ocorrência no Estado de São Paulo. Quanto a materiais de outras origens, uma identificação depende de haver material para comparações no herbário da instituição. Cobra-se uma taxa de R$ 20,00 por identificação efetiva. Antes de enviar qualquer material, discutir o caso e obter instruções de procedimento pelo telefone (0xx11) 5073-6300 - Ramal 281. Falar com Ana Célia.
  • O Herbário da EMBRAPA - PANTANAL
    Se dispõe a identificar plantas oriundas da Planície do Pantanal e da parte alta adjacente, chamada Morraria de Corumbá.
    Os interessados devem contatar inicialmente a instituição pelo telefone (0xx67) 231-1430, falando com o Sr. Antônio, no herbário, para receber instruções de procedimento. 
    Recebido o material, o interessado será convidado a efetuar um depósito de R$ 20,00 por identificação solicitada, em conta da instituição, enviando o comprovante. No caso de não ser possível uma identificação, o interessado terá um crédito no valor equinalente, para nova remessa de material. Valores pagos e material enviado não são devolvidos. Terminada a identificação, o resultado será comunicado ao interessado.
  • Dra. THAIS SCOTTI DO CANTO-DOROW – botânica com tese de doutorado sobre o gênero Digitaria. Textos parciais e apresentações, incluindo chaves e descrição das espécies podem ser encontrados nos sites de Internet: www.hrac-br.com.br e www.plantasdaninhas.com.br
    No caso de dificuldades na identificação de uma espécie, ou no desejo de confirmação, a Dra. Thais propõe-se a identificar material desse gênero, colhido no Brasil, conforme as seguintes condições:

    1. Combinar inicialmente o trabalho por e-mail mp192@zipmail.com.br ou pelo telefone (55) 99699500 ou (55) 9961 4845. 

    2. Enviar o material para o seguinte endereço: Rua André Marques, 511 / 501 – Santa Maria, RS, CEP 97010-041.

    3. O ideal para identificação é enviar material completo, ou seja, planta com raiz e rizoma se houver, caule, folhas, panículas com espiguetas em pré-maturação ou maduras. Para o grupo de digitarias conhecido como “capim-colchão ou milha” é suficiente o envio de panículas com espiguetas em pré-maturação ou maduras. 

    4. O material deve ser acondicionado em envelopes de papel. Se forem remetidas mais de uma amostra, elas devem ser acondicionadas separadamente e os envelopes marcados com “amostra 1, amostra 2, etc..” Guardar uma contra-prova de cada amostra. O material de cada amostra deve ser colhido de uma só planta. 

    5. O material deve vir acompanhado das seguintes informações:
    - Local onde a amostra foi colhida
    - Qual a identificação dada para a espécie, até o momento?
    - Há suspeita de alguma resistência a herbicida? A que produto e a que dose?
    - Nome do coletor e data da coleta
    - Para quem deve ser enviado o resultado? Endereço ou e-mail.
    - Pelo serviço de identificação é cobrada uma taxa de R$ 20,00 por amostra. Anexar ao material cheque nominal a Thais S. do Canto-Dorow. Não sendo possível uma identificação, o cheque será devolvido ao remetente.
CRÉDITOS: www.plantasdaninhas.com.br

A braquiária de vc 36% e a Lei




O conjunto de regras  do mercado de sementes para pastagens tem mudado muito nos últimos anos. O Ministério da Agricultura, instituição que estabelece o marco regulatório do setor, tem atuado, por meio de parâmetros operacionais legais, para assegurar um maior controle sobre a qualidade da semente produzida e comercializada no pais. Preocupações como o controle da origem das sementes, do registro e acompanhamento da qualidade dos campos de produção e da formalização dos produtos fizeram parte de recentes esforços legais e regulatórios do Ministério. Essas iniciativas promoveram mudanças de atitude entre os produtores de sementes, pois o Ministério tem procurado enquadrá-los, mediante fiscalização e autuação dos que cumprem com as novas regras.


Neste artigo, chamo atenção para um outro enfoque das novas regras, mais próximo à realidade do pecuarista. Refirome às mudanças nos parâmetros de comercialização de sementes. Por meio da instrução Normativa (IN) nº 30, o Ministério determinou que o padrão mínimo de pureza (P%) permitido para a venda de sementes do gênero Brachiaria é de 60%, uma elevação de 50% sobre o mínimo permitido até a safra 2007/2008, que era de 40%. Já a germinação mínima (G%) ficou estabelecida em 60%. Desde a década de 70, o conceito de Valor Cultural (VC) está arraigado na cabeça do pecuarista, que utiliza para o cálculo da taxa de semeadura que é a quantidade de semente necessária para formar uma determinada área de pasto. Além disso, o VC é utilizado como parâmetro para a venda de sementes. Algumas empresas têm utilizado o VC para, de maneira furtiva, burlar a lei e praticar uma concorrência desleal.


Para explicar isso, permitam-me recorrer a um parágrafo conceitual.  Valor Cultural representa um índice que articula dois dos principais parâmetros de qualidade de semente: o seu percentual de pureza física (P%) e o seu percentual de germinação (G%), e é calculado da seguinte forma: VC – P% x G% / 100. Pois bem, aplicando essa fórmula para os padrões mínimos indicados acima, teríamos um VC de 36% (P-60% x G-60%).

Aí se esconde a armadilha. Apesar do padrão mínimo para a germinação ser de 60%, a grande maioria das sementes saem do campo de produção com 80% a 85% de germinação. Assumindo o valor de G-80% - que é o mais utilizado para a comercialização – teríamos um VC de 48% (P-60 x G-80%). Esse seria o parâmetro para a semente estar enquadrada no que determina a lei, pois atenderia simultaneamente ao mínimo de P-60% e G-60%. Porém, em algumas regiões do Brasil, com grande demanda de sementes, o mercado é dominado pela oferta de produtos ilegais, com o VC de 36%.

Por que o VC 36% é ilegal ? Por que, para ofertá-lo a empresa infratora produz uma semente com cerca de 45% de pureza, o que, associado à germinação de 80% (que não pode ser alterada), resulta nesse nível de VC, em clara afronta à lei. Isso é facilmente percebido por meio de duas evidências: a taxa de semeadura recomendada (maior, no caso da semente ilegal) e do preço por Kg da semente, menor do que o legal. A Associação Paulista de Produtores de sementes e mudas apóia o esforço do Ministério para identificar e punir as empresas infratoras. Como associação de classe, ela tem a obrigação moral de combater a deslealdade na concorrência, de promover a defesa dos marcos legais e dos interesses do pecuarista.

O pecuarista também pode atuar nesta campanha pela moralização do setor: basta denunciar empresas e lojas que ofereçam sementes de braquiarão, |Xaraés/MG5, Piatã, MG-4, decumbens e dictyoneura com VC 36, um claro indício de irregularidade. Denúncias podem ser feitas anonimamente à Abrasem, pelos telefones  (61) 322-9022 e 3226-9990, ou pelo e-mail abrasem@abrasem.com.br a entidade se encarregará de repassá-lo aos responsáveis pela fiscalização do comercio de sementes. Empresas que vendem produtos ilegais, apostando na impunidade, são suscetíveis de praticar outras irregularidades, em prejuízo do pecuarista. Isso precisa ser combatido.

(Créditos: José Pereira da Silva Filho - Wolf Seeds em www.diadecampo.com.br)
Análise dos preços de sementes de pastagens


A produção de sementes de espécies forrageiras na safra 2009/2010, foi bastante prejudicada pelas adversidades climáticas no período de implantação e condução dessas culturas. Mesmo com um aumento de área de 20,6% em relação a safra 2008/2009 de 105.000 para 126.000 ha que são campos registrados no MAPA, estima-se que houve uma quebra de 40%, ou seja, para uma produtividade média de 350kg/ha de sementes puras, era de se esperar uma produção de 44.000 ton, mas ela não passou de 27.000 ton.

Juntou-se a isso outro fator adverso - os baixos estoques em poder da indústria sementeira, abaixo de 20% da produção. O resultado é desfavorável ao pecuarista que teve de enfrentar uma aumento de preços da sementes.

Como efeito colateral, os elevados preços alcançados pelas sementes das forrageiras, a partir do segundo semestre de 2010, abrira espaço para proliferação da informalidade e burla da lei que determina valor cultural (VC) mínimo de 48% para comercialização de sementes de gramínias forrageiras do gênero Brachiaria (excluindo as humidículas).

Para 2011, a exemplo de toda atividade que encerra o período anterior com boa liquidez, a área de produção deve crescer talvez uns 10% principalmente para as principais espécies de gramíneas forrageiras. Podemos verificar que praticamente todas as culturas agrícolas estão apresentando bons preços e com isso a competição por áreas de produção de sementes se intensifica e poderá prejudicar alguns setores. 

A implantação de campos de gramínias forrageiras, geralmente instalados como rotação de cultura, após a cultura da soja enfrentou alguns problemas contratuais, para uma melhor equiparação da relação custo/benefício. Ou seja, como a soja atravessa um bom momento, faz-se necessário ter em mãos um bom contrato de produção que contemple benefícios e segurança para todos.

Fonte: Anuário DBO 2011 - Ano 29 - n363


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