A produção de sementes de espécies forrageiras na safra 2009/2010, foi bastante prejudicada pelas adversidades climáticas no período de implantação e condução dessas culturas. Mesmo com um aumento de área de 20,6% em relação a safra 2008/2009 de 105.000 para 126.000 ha que são campos registrados no MAPA, estima-se que houve uma quebra de 40%, ou seja, para uma produtividade média de 350kg/ha de sementes puras, era de se esperar uma produção de 44.000 ton, mas ela não passou de 27.000 ton.
Juntou-se a isso outro fator adverso - os baixos estoques em poder da indústria sementeira, abaixo de 20% da produção. O resultado é desfavorável ao pecuarista que teve de enfrentar uma aumento de preços da sementes.
Como efeito colateral, os elevados preços alcançados pelas sementes das forrageiras, a partir do segundo semestre de 2010, abrira espaço para proliferação da informalidade e burla da lei que determina valor cultural (VC) mínimo de 48% para comercialização de sementes de gramínias forrageiras do gênero Brachiaria (excluindo as humidículas).
Para 2011, a exemplo de toda atividade que encerra o período anterior com boa liquidez, a área de produção deve crescer talvez uns 10% principalmente para as principais espécies de gramíneas forrageiras. Podemos verificar que praticamente todas as culturas agrícolas estão apresentando bons preços e com isso a competição por áreas de produção de sementes se intensifica e poderá prejudicar alguns setores.
A implantação de campos de gramínias forrageiras, geralmente instalados como rotação de cultura, após a cultura da soja enfrentou alguns problemas contratuais, para uma melhor equiparação da relação custo/benefício. Ou seja, como a soja atravessa um bom momento, faz-se necessário ter em mãos um bom contrato de produção que contemple benefícios e segurança para todos.
Fonte: Anuário DBO 2011 - Ano 29 - n363

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